O perfil do profissional egresso será aquele que apresenta consciência da importância da utilização das áreas já desmatadas da Amazônia como alternativa de redução do desmatamento, uma vez que a área total de desmatamento acumulado nos períodos compreendidos de 1988 à 2014 no Estado do Pará foi de 137.923 km2. Essas grandes extensões de terra poderiam ser incorporadas ao processo agrícola produtivo, uma vez que apresentam custo menor por requererem menor trabalho no preparo do solo, e, consequentemente, a exploração do solo possibilita a manutenção e melhoria das propriedades físicas, químicas e biológicas do solo por meio de tecnologia agrícola.

           O profissional formado terá capacidade para entender que a atual situação da região Amazônica tem se modificado, assim como as demais regiões do país, aumentando a urbanização da Amazônia, em que 67% da população do Estado do Pará são urbanas. Se não considerarmos as exportações, percebe-se que cada pessoa no campo precisa produzir alimento para si e para mais duas pessoas que vivem nos centros urbanos. Tal fato é uma indicação de que será necessário aumentar a produtividade animal, bem como qualificar a mão-de-obra para possibilitar o abastecimento de alimentos para a população das cidades, uma vez que a sociedade necessita da produção de carne, do leite, dentre outros produtos oriundos da agricultura, e alguém sempre vai ter que produzi-los.

     A transformação do cenário agropecuário, calcada na necessidade de aumentos na produtividade, juntamente com redução da utilização das áreas de produção e a garantia de sustentabilidade, exige que os profissionais, adaptem-se às evoluções e busquem uma qualificação profissional e pessoal. Cabe mencionar que o investimento na qualificação pessoal, aqui tratada como Mestrado em Produção Animal na Amazônia, não traz apenas a vantagem do conhecimento adquirido, mas também demonstra à sociedade o comprometimento do profissional com a região em que trabalha.

Perfil do egresso